Aquela garota, parada na porta, na escuridão e no silêncio do quarto. Ela acende uma luz no corredor, luz difusa, pensamentos esparsos. Observa um tecido e então se aproxima, precisa ver de perto. Tecido róseo, alinhavado, pespontado horizontalmente, costurado verticalmente, pontos perdidos em uma desordem ilógica que faz dele maltratado, esticado, dobrado, lesado, visivelmente molestado.
Ouve-se uma voz, quebra-se o silêncio. Palavras quentes que soam gélidas, assustadoras. Palavras que fazem a garota viver e reviver seus piores dias. Então suas mãos trêmulas e frias de suor sentem a necessidade do toque. Definitivamente ela precisa tocar o tecido. Ela o toca, ele está quente e vivo. E isso basta,ilude-se ela.
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