Essa necessidade de se omitir pode ser vista como bobagem por muitos,mas não é.O Brasil,assustadoramente,registrou cerca de 200 assassinatos de homossexuais,caracterizado como crime de ódio,no ano de 2009.A homofobia que mata seres humanos pelo simples fato de amarem diferente não é devidamente criminalizada no nosso código penal,fazendo com que,muitas vezes,o agressor fique impune.A lei PL 122 que mudaria isso,tornando a homofobia um crime equivalente ao racismo,tramita no senado desde 2006 e ainda não foi aprovada,o que contradiz de forma impactante a laicidade do nosso País.
A população LGBT(Lésbicas,Gays,Bisexuais,Transexuais) brasileira se depara assim com um paradoxo.Possuem a maior parada do orgulho gay do mundo em uma avenida(a Paulista)que é palco cotidiano do preconceito.Em síntese,um dia de "liberdade" em um país que proibe a adoção,o casamento e consequentemente dezenas de outros direitos á sua população homossexual.Viver rodeado de intolerância faz com que os índices de suicidio sejam mais elevados entre jovens gays.Que além de terem de lidar com seu próprio turbilhão de pensamentos são obrigados a se adequar a regras que lhe são impostas.
Certamente esses pré-conceitos que nos são inseridos culturalmente são difíceis de serem modificados na vida adulta,o escritor italiano,Primo Levi já havia afirmado:"Erradicar um preconceito é tão doloroso quanto extrair um nervo",porém devemos ser conscientes o suficiente para entender e aceitar a heterogeneidade da nossa sociedade.A sexualidade não deve ser considerada,de forma alguma,agente definidor de caráter.Essas pessoas merecem poder viver suas vidas sem medo.Nas palavras do ativista gay Harvey Milk: "Temos de dar esperança a eles.Sem esperança não vale a pena viver".
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