Dizem os íntimos que aquele que escreveu, entre tantas crônicas com a mesma temática, "Mulheres", é um tímido tocador de sax. Talvez essa habilidade musical, esse dom artístico, seja o "quê" que faz do gaúcho Luís Fernando Veríssimo um, se não exímio, bom entendedor dessas que ele chama "Espiãs de Deus".
Na citada crônica o habilidoso escritor usa de meios como seguidas interrogativas: "As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?" e também algumas bruscas reafirmações do que vem falando: "..elas enfeitiçam os homens.EN-FEI-TI-ÇAM!" que envolvem o leitor, fazendo-o refletir durante toda a leitura do texto acerca do tema abordado: a falta de sentido do sexto sentido feminino.
Simultanemente, a sensibilidade do músico surge nas sequentes tentativas de explicar essa imparidade da essência feminina. Esse "não sei quê de amor...não sei quê de tempero divino" que faz o autor chegar a cogitar a existência de escolas, em algum universo paralelo, somente para mulheres.
Em um desfecho inteligente, fazendo jus a sua carga genética, Veríssimo confirma o que todas as mulheres já sabiam: A íntima personalidade feminina obriga os homens a serem mais sensíveis e respeituosos com a vida. Infelizmente, como tantas outras coisas, eles não vêem isso.Pois estão imersos "em um encantamento que os faz dormir" nas horas mais sublimes. Perdendo, assim, grande parte do entendimento sobre essa divindade humana denominada mulher.
Delírios de uma vestibulanda em crise.
Não consigo pensar em um motivo sequer do porquê de eu estar aqui, mas eu consigo pensar em uns mil motivos para desistir.Chega um momento que é mais do que um jogo e aí ou você dá um passo pra frente, ou dá as costas e vai embora. Eu poderia desistir, mas aí é que tá: eu adoro a arena do jogo.
sábado, 14 de maio de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Intenção progressista, consequência retardada.
O físico que legou ao mundo a teoria da relatividade afirmou que o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é o dicionário. Ignorando Einstein e projetando nivelar-se a países desenvolvidos em IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) o governo brasileiro regulariza diretrizes que adotam a progressão automática nos três primeiros anos do fundamental e desconsideram a limitação individual de cada aluno.
A medida gera preocupação entre especialistas que sentem receio de que medidas assim aliadas à, agora, opção de conclusão do ensino médio apenas com o ENEM terminem de desalicerçar a educação no Brasil. A falta de compromisso dos governantes com o sistema educacional brasileiro, comprovada pela protelação eterna do projeto de lei que obrigaria filhos de políticos a frequentarem a rede pública de ensino, agrava essa apreensão.
Fica claro que o maior medo dos educadores é, no futuro, deparar-se com uma geração de cidadãos que concluíram o ciclo escolar sem de fato terem aprendido.E, obviamente, é mais fácil lidar com um repetente dentro da escola do que com um analfabeto funcional na sociedade.No entanto, não se pode desconsiderar o grande percentual de desistência de alunos quando reprovados, porém, deve-se lembrar, que para isso existem leis que obrigam crianças em idade escolar a estarem matrículadas e frequentando aulas.
Não se nega aqui a necessidade de progresso no âmbito educacional, mas se reafirma o risco de promover uma, ainda maior, defasagem na educação brasileira. E como comprovadamente a pressa é inimiga da perfeição, demos voz a Saramago: "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo".
A medida gera preocupação entre especialistas que sentem receio de que medidas assim aliadas à, agora, opção de conclusão do ensino médio apenas com o ENEM terminem de desalicerçar a educação no Brasil. A falta de compromisso dos governantes com o sistema educacional brasileiro, comprovada pela protelação eterna do projeto de lei que obrigaria filhos de políticos a frequentarem a rede pública de ensino, agrava essa apreensão.
Fica claro que o maior medo dos educadores é, no futuro, deparar-se com uma geração de cidadãos que concluíram o ciclo escolar sem de fato terem aprendido.E, obviamente, é mais fácil lidar com um repetente dentro da escola do que com um analfabeto funcional na sociedade.No entanto, não se pode desconsiderar o grande percentual de desistência de alunos quando reprovados, porém, deve-se lembrar, que para isso existem leis que obrigam crianças em idade escolar a estarem matrículadas e frequentando aulas.
Não se nega aqui a necessidade de progresso no âmbito educacional, mas se reafirma o risco de promover uma, ainda maior, defasagem na educação brasileira. E como comprovadamente a pressa é inimiga da perfeição, demos voz a Saramago: "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo".
quarta-feira, 30 de março de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Só pela necessidade de ser registrado.
Alguém já se perguntou a quanta distância e por quanto tempo resiste uma amizade?
Hoje, em um dia 13
E de um dia, que foi completo graças às pequenas coisas, detalhes não devem ser omitidos. E, também, como já foi dito hoje, comecemos pelo início.
Telefone que toca, Miguel que atende.
Corre, corre, corre, peguei ele.Não sem antes ele dizer à Nati que ela não devia nunca mais tomar banho.(comentário interessante vindo de um menino de 4a que sonha ser peixe).
Horário combinado. Telefone desligado e as desculpas de um menininho com o seguinte argumento:
Ok. Sobrinho perdoado.
Te revi, precisas mesmo de óculos, amiga.
Recebi aquele abraço gostoso que só tu sabes dar. Conversamos, por tópicos, (Família, amigos, coração), tantos eram os assuntos para o escasso tempo. Nessa parte é que me sinto feliz. Mais uma vez a certeza de que sei escolher minhas amizades. A certeza de que meu coração sempre esteve certo em amar e confiar em ti como uma irmã. Essas horas passaram tão rapidamente, e foram tão deliciosas.
Quando entrei no ônibus e dei-me conta de que não tiramos uma foto sequer, uma leve tristeza tomou conta de mim, porém, dissipou-se ao recordar-me de que não possuímos uma única foto juntas. Afinal, um papel não mudaria em nada o que claramente temos escrito a ferro em brasa em nossos corações.
Eu te amo, minha amiga-irmã Natalia Marchet De Antoni.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Redação UFSC/2011(análoga)
Senhores Deputados,
Tomei conhecimento, através da mídia, do projeto de lei que visa fortalecer o direito de nossas crianças de serem educadas sem o uso de qualquer agressão corporal.E venho,por meio desta,demonstrar-lhes minha enorme satisfação com o mesmo.
Sei que, certamente, vocês receberão diversas críticas em relação a esse projeto.Críticas, essas, vindas principalmente de pessoas conservadoras, oriundas de lares onde o pátrio poder ainda vigora, que se referirão a uma suposta ruptura da hierarquia e da privacidade familiar.Porém, gostaria de recorda-lhes que, muitas vezes, a privacidade é sim nossa inimiga exemplo claro disso é a necessidade de leis com o caráter da lei Maria da Penha e que o pensamento rousseauniano de que o homem deve, por todos os lados, ser posto a ferros, não se adequa de forma alguma ao que uma criança necessita para sua formação.
Também sei que a lei a rigor é dispensável(redundate), todavia, acredito que a reafirmação pode ser benéfica se aliada a campanhas informativas.Deve-se, primeiramente, esclarecer que o castigo físico acaba por não cumprir o seu papel inicial, uma vez que revela que o argumento do agressor é a força e, portanto, falho.Fazer com que os pais e responsáveis compreendam que se para um adulto, a força assim como na física newtoniana é composta por diversas variáveis, para a criança ela não passa de uma enorme injustiça é o principal ponto exaltado por profissionais da área da educação e merece a devida atenção por parte dos senhores a fim de que realmente se estabeleça uma lei, e não a da palmada; a do diálogo.
Despeço-me, expondo mais uma vez o meu contentamento com tal iniciativa e com esperanças de que tal lei ajudará os "meninos mais velhos" deste país ao frear a brutalidade de pais que, assumidamente, preferem permanecer na ignorância.Pois só assim, talvez, os futuros homens de nossa nação terão vidas menos secas.
Atenciosamente, Cidadã Brasileira.
Tomei conhecimento, através da mídia, do projeto de lei que visa fortalecer o direito de nossas crianças de serem educadas sem o uso de qualquer agressão corporal.E venho,por meio desta,demonstrar-lhes minha enorme satisfação com o mesmo.
Sei que, certamente, vocês receberão diversas críticas em relação a esse projeto.Críticas, essas, vindas principalmente de pessoas conservadoras, oriundas de lares onde o pátrio poder ainda vigora, que se referirão a uma suposta ruptura da hierarquia e da privacidade familiar.Porém, gostaria de recorda-lhes que, muitas vezes, a privacidade é sim nossa inimiga
Também sei que a lei a rigor é dispensável(redundate), todavia, acredito que a reafirmação pode ser benéfica se aliada a campanhas informativas.Deve-se, primeiramente, esclarecer que o castigo físico acaba por não cumprir o seu papel inicial, uma vez que revela que o argumento do agressor é a força e, portanto, falho.Fazer com que os pais e responsáveis compreendam que se para um adulto, a força
Despeço-me, expondo mais uma vez o meu contentamento com tal iniciativa e com esperanças de que tal lei ajudará os "meninos mais velhos" deste país ao frear a brutalidade de pais que, assumidamente, preferem permanecer na ignorância.Pois só assim, talvez, os futuros homens de nossa nação terão vidas menos secas.
Atenciosamente, Cidadã Brasileira.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Reticências infindas
Aquela garota, parada na porta, na escuridão e no silêncio do quarto. Ela acende uma luz no corredor, luz difusa, pensamentos esparsos. Observa um tecido e então se aproxima, precisa ver de perto. Tecido róseo, alinhavado, pespontado horizontalmente, costurado verticalmente, pontos perdidos em uma desordem ilógica que faz dele maltratado, esticado, dobrado, lesado, visivelmente molestado.
Ouve-se uma voz, quebra-se o silêncio. Palavras quentes que soam gélidas, assustadoras. Palavras que fazem a garota viver e reviver seus piores dias. Então suas mãos trêmulas e frias de suor sentem a necessidade do toque. Definitivamente ela precisa tocar o tecido. Ela o toca, ele está quente e vivo. E isso basta,ilude-se ela.
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