sábado, 14 de maio de 2011

A percepção masculina em seu ângulo limite.

            Dizem os íntimos que aquele que escreveu, entre tantas crônicas com a mesma temática, "Mulheres", é um tímido tocador de sax. Talvez essa habilidade musical, esse dom artístico, seja o "quê" que faz do gaúcho Luís Fernando Veríssimo um, se não exímio, bom entendedor dessas que ele chama "Espiãs de Deus".
             Na citada crônica o habilidoso escritor usa de meios  como seguidas interrogativas: "As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?" e também algumas bruscas reafirmações do que vem falando: "..elas enfeitiçam os homens.EN-FEI-TI-ÇAM!"  que envolvem o leitor, fazendo-o refletir durante toda a leitura do texto acerca do tema abordado: a falta de sentido do sexto sentido feminino.
            Simultanemente, a sensibilidade do músico surge nas sequentes tentativas de explicar essa imparidade da essência feminina. Esse "não sei quê de amor...não sei quê de tempero divino" que faz o autor chegar a cogitar a existência de escolas, em algum universo paralelo, somente para mulheres.
            Em um desfecho inteligente, fazendo jus a sua carga genética, Veríssimo confirma o que todas as mulheres já sabiam: A íntima personalidade feminina obriga os homens a serem mais sensíveis e respeituosos com a vida. Infelizmente, como tantas outras coisas, eles não vêem isso.Pois estão imersos "em um encantamento que os faz dormir" nas horas mais sublimes. Perdendo, assim, grande parte do entendimento sobre essa divindade humana denominada mulher.
        

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Intenção progressista, consequência retardada.

                O físico que legou ao mundo a teoria da relatividade afirmou que o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é o dicionário. Ignorando Einstein e projetando nivelar-se a países desenvolvidos em IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) o governo brasileiro regulariza diretrizes que adotam a progressão automática nos três primeiros anos do fundamental e desconsideram a limitação individual de cada aluno.
                 A medida gera preocupação entre especialistas que sentem receio de que medidas assim aliadas à, agora, opção de conclusão do ensino médio apenas com o ENEM terminem de desalicerçar a educação no Brasil. A falta de compromisso dos governantes com o sistema educacional brasileiro, comprovada pela protelação eterna do projeto de lei que obrigaria filhos de políticos a frequentarem a rede pública de ensino, agrava essa apreensão.
                 Fica claro que o maior medo dos educadores é, no futuro, deparar-se com uma geração de cidadãos que concluíram o ciclo escolar sem de fato terem aprendido.E, obviamente, é mais fácil lidar com um repetente dentro da escola do que com um analfabeto funcional na sociedade.No entanto, não se pode desconsiderar o grande percentual de desistência de alunos quando reprovados, porém, deve-se lembrar, que para isso existem leis que obrigam crianças em idade escolar a estarem matrículadas e frequentando aulas.
                 Não se nega aqui a necessidade de progresso no âmbito educacional, mas se reafirma o risco de promover uma, ainda maior, defasagem na educação brasileira. E como comprovadamente a pressa é inimiga da perfeição, demos voz a Saramago: "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo".


                                                                                                                                                             


          



quarta-feira, 30 de março de 2011

       Tenho medo e assim passo os dias.
       Medo do quanto vai doer,  medo de não saber viver em um mundo sem você.
       Eu sei, eu sei...quem sofre por antecipação sofre dobrado.
       Mas, como segurar o sofrer se nem ao menos sei se conseguirei continuar respirando caso te perder?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

...

           "Algum preço a gente tem de pagar quando resolve fingir que a vida já voltou ao normal".




        

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Só pela necessidade de ser registrado.

            
           Alguém já se perguntou a quanta distância e por quanto tempo  resiste uma amizade?
           Hoje, em um dia 13 que não é sexta passei uma linda e ensolarada tarde no parque ao lado de uma das pessoas que mais considero nessa vida. Essa felicidade, que sinto agora e transborda de tal maneira que  meu corpo, mente e alma estão em júbilo, era, antes, barrada por 644 km (segundo o google maps) e cerca de 3 anos = 36 meses =  13140 dias = 315 360 horas.
        
             E de um dia, que foi completo graças às pequenas coisas, detalhes não devem ser omitidos. E, também, como já foi dito hoje, comecemos pelo início.
           Telefone que toca, Miguel que atende.
                Oi, a Gil está?(Nati)
                Não tem ninguém "tom" este nome "ati"(Miguel)
                Miguel, me entrega esse telefone (eu)

            Corre, corre, corre, peguei ele.Não sem antes ele dizer à Nati que ela não devia nunca mais tomar banho.(comentário interessante vindo de um menino de 4a que sonha ser peixe).
            Horário combinado. Telefone desligado e as desculpas de um menininho com o seguinte argumento:
                Mas, ela disse Gil, e você é tia nene.
            Ok. Sobrinho perdoado.


            Te revi, precisas mesmo de óculos, amiga.
             Recebi aquele abraço gostoso que só tu sabes dar. Conversamos, por tópicos, (Família, amigos, coração), tantos eram os assuntos para o escasso tempo. Nessa parte é que me sinto feliz. Mais uma vez a certeza de que sei escolher minhas amizades. A certeza de que meu coração sempre esteve certo em amar e confiar em ti como uma irmã. Essas horas passaram tão rapidamente, e foram tão deliciosas.
             Quando entrei no ônibus e dei-me conta de que não tiramos uma foto sequer, uma leve tristeza tomou conta de mim, porém, dissipou-se ao recordar-me de que não possuímos uma única foto juntas. Afinal, um papel não mudaria em nada o que claramente temos escrito a ferro em brasa em nossos corações.


           Eu te amo, minha amiga-irmã  Natalia Marchet De Antoni.