Dizem os íntimos que aquele que escreveu, entre tantas crônicas com a mesma temática, "Mulheres", é um tímido tocador de sax. Talvez essa habilidade musical, esse dom artístico, seja o "quê" que faz do gaúcho Luís Fernando Veríssimo um, se não exímio, bom entendedor dessas que ele chama "Espiãs de Deus".
Na citada crônica o habilidoso escritor usa de meios como seguidas interrogativas: "As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?" e também algumas bruscas reafirmações do que vem falando: "..elas enfeitiçam os homens.EN-FEI-TI-ÇAM!" que envolvem o leitor, fazendo-o refletir durante toda a leitura do texto acerca do tema abordado: a falta de sentido do sexto sentido feminino.
Simultanemente, a sensibilidade do músico surge nas sequentes tentativas de explicar essa imparidade da essência feminina. Esse "não sei quê de amor...não sei quê de tempero divino" que faz o autor chegar a cogitar a existência de escolas, em algum universo paralelo, somente para mulheres.
Em um desfecho inteligente, fazendo jus a sua carga genética, Veríssimo confirma o que todas as mulheres já sabiam: A íntima personalidade feminina obriga os homens a serem mais sensíveis e respeituosos com a vida. Infelizmente, como tantas outras coisas, eles não vêem isso.Pois estão imersos "em um encantamento que os faz dormir" nas horas mais sublimes. Perdendo, assim, grande parte do entendimento sobre essa divindade humana denominada mulher.
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