segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sobre a (não)vontade de sair da cama.

        Todo esse ano foi tenso.Voltar,recomeçar,recriar forças para se fazer tudo de novo.Não é fácil.Considerando-se ainda que foi um ano especialmente difícil,não sei ainda o por quê de estar aqui.Já disse algo sobre o carrossel da vida,pois..culpa dele.
        Ontem,domingo,fui á praia com minha irmã e ao ajudá-la pôr o bíquini me deparo com um daqueles momentos que sabem ser deprimentes em nossas vidas.As marcas de algumas várias de suas cirurgias são amenizadas diante do fato terrivelmente assustador  de um dos seus seios estar com uma massa extra do tamanho de um pêssego.
          Um nódulo.Cirurgia dia 09.Mais uma cicatriz no corpo dela,mais uma marca profunda no meu coração.

   

Em busca do não-nomeado.

            Se Euclides da Cunha escrevesse sobre o atual sistema prisional brasileiro,certamente,ele diria que o cárcere é,antes de tudo,um forte.Isso,devido ao estado putrefato em que se encontram a maioria de nossas prisões que além de,sua função,cercear a liberdade,conferem ao prisioneiro doenças e humilhações diversas.
             Diante dessa realidade,nota-se a urgência de uma reformulação do sistema carcerário no Brasil.Na qual,apesar dos mais exaltados sugerirem algo tão desumano que se assemelha ao tratamento Ludovico--terapia experimental de aversão a que Alex De Large foi cobaia no filme Laranja Mecânica--a grande maioria concorda que o caminho a ser seguido é a verdadeira reabilitação.Proporcionando ao preso,durante o cumprimento da sua pena,o aprendizado de uma função.
             Pois,se considerarmos que a extensa maioria desses detentos integram a faixa da PEA(População Economicamente Ativa),torna-se clara a necessidade da criação de alguma  atividade produtiva nos presídios.Assim será possível abater parcela dos gastos federativos com o sistema e ainda possibilitar ao prisioneiro uma certa quantia em poupança que aliada ao exercício de sua nova função lhe confere perspectivas para o futuro.
              Esse projeto deverá,ainda,ser acompanhado de aulas e incentivos diversos á leitura,cultura e cidadania.Assim,talvez um dia,esses seres humanos ecoem as palavras de Clarice Lispector dizendo;"Liberdade é pouco.O que eu desejo ainda não tem nome".

sábado, 27 de novembro de 2010

Como se em outro universo...

                Em um lindo dia de sol saí com meu irmão,estilo "brothers friends forever".Eis que um dos 200, 5, lugares que fomos era uma loja de máquinas.Exatamente,uma loja de máquinas.
                Meu comentário primeiro foi "Jason seria muito feliz aqui" nunca,na vida, tinha visto tanta moto-sserra e máquinas de perfuração juntas.
           De repente,me senti em um universo paralelo,descobri coisas ali que pensei existir somente em filmes espaciais sendo um pouco exagerada,claro.
               Meu irmão parecia saber exatamente pra quê cada coisa servia..homens!É...universo paralelo....

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pseudismos do saber.

          Quando afirmamos que não mudamos enlouquecemos a ciência,afinal a mudança é,literalmente,a única constante da vida.E,assim como a matéria,o saber está em constante mutação.Nascendo,crescendo,morrendo,transformando-se.
           A partir dessa premissa básica,torna-se evidente que aquele que afirma tudo saber não passa de um tolo,pois nada sabe.Percebendo essa incapacidade humana de deter o total conhecimento,o filósofo ateniense Sócrates dizia que sua sabedoria era limitada á sua própria ignorância(só sei que nada sei).Sua intenção era a de levar as pessoas a se sentirem ignorantes de tanto interrogar,mas não se imaginarem burras por isso,já que ao questionar estariam exercitando o saber.E assim,absorvendo todo o conhecimento que o meio e as pessoas ao seu redor lhes oferecesse.
          Se admitirmos,então,a constante transformação do mundo ao nosso redor e também que ainda no século XXI podemos nos valer de pensamentos de um grego antigo,perceberemos o mar da ignorância em que estamos imersos.Nem que passassemos uma longeva vida folheando livros conseguiriamos saber tudo.Deve-se,ainda,considerar que o "muito saber" de hoje pode ser o pensamento ridicularizado do amanhã.E nisso a história é pródiga em  nos citar exemplos;afinal,não bastasse Ptolomeu conceber a teoria geocêntrica,Aristóteles a respaldou.
           Destarte,o valor da ignorância é extraordinário.É a consciência  da existência dela que põe o ser humano na condição de eterno aprendiz e em uma infinita busca por conhecimento que ,ironicamente,o levará somente a pseudo-sabedorias.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quando falo com ela...

        Saio do colégio,já são quase 21:00,um daqueles dias cansativos que não renderam NADA.Sabem,né.
Pego o celular,conecto o fone,faço minha primeira e mais importante ligação...é com ela que preciso falar;minha amiga.Recebo um "oi Gil Maria" todo animado.Momentaneamente tudo desaparece.O medo,a dor de cabeça,o corpo cansado,as angústias de um dia não produtivo e confuso.Esse breve e reconfortante momento passa,mas então posso reclamar..e reclamo,sou falante.Reclamo muito..ouço uns bons conselhos e....é isso.Amanhã mais um dia,mais um telefonema...um ODE áquela que atura meus dias de mau humor.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dos motivos...

...que me trazem aqui.
    Motivo primeiro e único,o carrossel da vida.Sim,a vida da voltas e apesar do clichê ser verdadeiro cabe a nós decidir se vamos atontar,passar mal e desistir ou se vamos nos divertir.