sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pseudismos do saber.

          Quando afirmamos que não mudamos enlouquecemos a ciência,afinal a mudança é,literalmente,a única constante da vida.E,assim como a matéria,o saber está em constante mutação.Nascendo,crescendo,morrendo,transformando-se.
           A partir dessa premissa básica,torna-se evidente que aquele que afirma tudo saber não passa de um tolo,pois nada sabe.Percebendo essa incapacidade humana de deter o total conhecimento,o filósofo ateniense Sócrates dizia que sua sabedoria era limitada á sua própria ignorância(só sei que nada sei).Sua intenção era a de levar as pessoas a se sentirem ignorantes de tanto interrogar,mas não se imaginarem burras por isso,já que ao questionar estariam exercitando o saber.E assim,absorvendo todo o conhecimento que o meio e as pessoas ao seu redor lhes oferecesse.
          Se admitirmos,então,a constante transformação do mundo ao nosso redor e também que ainda no século XXI podemos nos valer de pensamentos de um grego antigo,perceberemos o mar da ignorância em que estamos imersos.Nem que passassemos uma longeva vida folheando livros conseguiriamos saber tudo.Deve-se,ainda,considerar que o "muito saber" de hoje pode ser o pensamento ridicularizado do amanhã.E nisso a história é pródiga em  nos citar exemplos;afinal,não bastasse Ptolomeu conceber a teoria geocêntrica,Aristóteles a respaldou.
           Destarte,o valor da ignorância é extraordinário.É a consciência  da existência dela que põe o ser humano na condição de eterno aprendiz e em uma infinita busca por conhecimento que ,ironicamente,o levará somente a pseudo-sabedorias.

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