Se Euclides da Cunha escrevesse sobre o atual sistema prisional brasileiro,certamente,ele diria que o cárcere é,antes de tudo,um forte.Isso,devido ao estado putrefato em que se encontram a maioria de nossas prisões que além de,sua função,cercear a liberdade,conferem ao prisioneiro doenças e humilhações diversas.
Diante dessa realidade,nota-se a urgência de uma reformulação do sistema carcerário no Brasil.Na qual,apesar dos mais exaltados sugerirem algo tão desumano que se assemelha ao tratamento Ludovico--terapia experimental de aversão a que Alex De Large foi cobaia no filme Laranja Mecânica--a grande maioria concorda que o caminho a ser seguido é a verdadeira reabilitação.Proporcionando ao preso,durante o cumprimento da sua pena,o aprendizado de uma função.
Pois,se considerarmos que a extensa maioria desses detentos integram a faixa da PEA(População Economicamente Ativa),torna-se clara a necessidade da criação de alguma atividade produtiva nos presídios.Assim será possível abater parcela dos gastos federativos com o sistema e ainda possibilitar ao prisioneiro uma certa quantia em poupança que aliada ao exercício de sua nova função lhe confere perspectivas para o futuro.
Esse projeto deverá,ainda,ser acompanhado de aulas e incentivos diversos á leitura,cultura e cidadania.Assim,talvez um dia,esses seres humanos ecoem as palavras de Clarice Lispector dizendo;"Liberdade é pouco.O que eu desejo ainda não tem nome".

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