Há alguns anos no Brasil,mais especificamente no Rio de Janeiro,a pretexto de garantir a segurança dos moradores contra os traficantes,surgiu uma espécie deste tipo de poder,denominado milícia.De início, algumas pessoas , comentaristas dos meios de comunicação, políticos e até o então prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, apoiaram as milícias.Chegaram inclusive a chamá-las de "autodefesas comunitárias" e "um mal menor que o tráfico".Entretanto, não tardaria para que emergissem histórias nas favelas contradizendo essa imagem positiva.
Os milicianos passaram a tomar o poder nas comunidades com violência,intimidando e extorquindo moradores e comerciantes,cobrando taxas de proteção.Através do controle armado, esses grupos também comandam o fornecimento de muitos serviços aos moradores.São atividades como o transporte alternativo (que serve aos bairros da periferia), a distribuição de gás, a instalação de ligações clandestinas.Além disso, como as facções do tráfico, os milicianos impõem toques de recolher e outras regras rígidas nas comunidades,sob pena de castigos violentos em caso de descumprimento
Esse quadro nos faz pensar se o dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues estava certo ao dizer que as vezes é a falta de caráter que decide uma partida.Se realmente não se faz literatura,política e futebol com bons sentimentos ainda não estamos aptos a responder com exatidão,mas tanto o tráfico quanto o poder paramilitar garantem a Rousseau uma infabilidade quase papal.O homem até nasce livre,porém,por todos os lados,é posto a ferros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário